terça-feira, 31 de março de 2009

carta a um desconhecido

Ai vai uma inspiração. Qualquer semelhança com a realidade - depende de qq um.

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Prezado Fulano,

Venho por meio desta destilar todo o sentimento ruim e ao mesmo tempo bom que só cresceu desde o dia em que você se foi - ruim por ter gasto os últimos meses ao teu lado e bom por ter a certeza que ficarei sem te ver por (pelo menos) toda a eternidade.

Tento todos os dias descobrir o que foi que me deixou cega e não perceber que seres inanimados como você nunca poderiam fazer alguém feliz.

Ter a certeza de que estava certa em todos os argumentos e questionamentos jogados na tua cara, me faz crescer a raiva de algum dia ter achado que era digno das minhas desculpas. - quando não é digno nem das calças que estás a vestir.

Impressionante como pude saciar minha felicidade em saber que tudo o que cuspi em cima de você, não foram apenas migalhas frente a tudo que receberá da vida - sabemos que ela se engarrega de fazer o trabalho pesado e contribui para isso.

Suas atitudes repugnantes e suas verdades asquerosas hoje em dia são capazes de evitar meus devaneios de irem ao teu encontro, e de buscar um passado que nem mesmo um museu de imbecilidades pode abrigar - se é que posso dizer que alguma coisa existiu para contar nesse passado.

Não tenho prazer em colocar em palavras todos meus sentimentos e sensações triturados, destruídos e levados como grãos de areia em dunas que aparecem e somem com um simples movimento do vento - simplesmente continuo a não deixar espaços para pessoas que passaram em minha vida e nada trouxeram, apenas passaram.

Com todo desgosto do mundo,

Desconhecida.

6 comentários:

Fabio Chiorino disse...

O problema é que o ódio demonstra justamente o contrário da indiferença. Mas há cusparadas que vêm para o bem

Anônimo disse...

caraca, me empresta a AR15, depois?
não se esqueça da lei do carma querida, corte a corrente, let it be....
bjs bjs
na

fef_monteiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fê Monteiro disse...

Os dias passados é que nos formam. Somos reflexo das momentos anteriores bons e ruins. Todos somados.

Luiz Felipe disse...

Esse post valeria só pelo título "Carta a um desconhecido".

Impressionante como pessoas que um dia foram tão íntimas, tão próximas, tão parte de você, tão "carne e unha, alma gêmea, bate coracão" se tornam meras desconhecidas em tão pouco tempo.

Camels Zanqueta disse...

are baba
hahahaha