quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

E quando tudo acaba...apenas começa!

Foram quatro anos das nossas vidas.
Tudo foi definido em uma palavra.
Definiu o caminho a ser seguido.
Por ela que nos esforçávamos a cada dia.
Fizemos coisas que duvidávamos.
Duvidamos de coisas que pareciam certas.
Aprendemos o que não imaginávamos.
Imaginávamos de tudo um pouco.
Podia ter sido tudo diferente.
Continuamos em frente.
Chegamos, ufa!
Onde? Cada uma um lugar.
Por que? Nossos ideais são os que nos movimentam.
Como? Com a insistência de pessoas curiosas.
Não chegamos e pronto, passamos por uma etapa.
Outras estão por vir.
Fácil? Não sabemos.
Difícil? Que venha o que tiver que vir.
Fomos aprovadas.
Um passo para um novo mundo de conquistas, assim como todos os anos que vem e vão.
Nos formamos!!

Para quem entender!!

sábado, 1 de dezembro de 2007

Ser legal pra quê?!?

Decidi: não serei mais boazinha!

Cansei - como aquela campanha, não que eu esteja me referindo à política - mas estou cansada de ser legal, compreensiva com todas as pessoas e apenas levar tapas, socos e pontapés, no sentido figurado lógico ou então acho que não estaria aqui indignada escrevendo!

O fato é que de uns tempos para cá as pessoas parecem não estar nem ai se "o pé de baixo é do outro" e acaba que eu me sinto a errada da história, tipo "você é boa com as pessoas por que quer". Como assim!?!?!?!?

Não vou mais dar lugar na fila para idosos, levantar do lugar que eu achei primeiro, ajudá-los a atravessar a rua; não vou ser simpática com ninguém, e quem falar o que quiser para mim ouvirá o que nunca imaginou. Hunt.

Ah! Haja paciência. Hoje por exemplo estou aguentando um chato que não para de me ligar - não convém falar exatamente quem é e não preciso também lembrar que já passou da parte boa de receber ligação - mas, por que a situação chegou até esse ponto?!?!?? Porque eu fui uma boa pessoa!!! E também porque ainda não lançaram a campanha de Simancol para os exs...

Agora tudo é muito claro na minha cabeça. Sou legal com os atendentes que me ligam oferecendo milhões de coisas e ai me acordam aos sábados antes das 9h!! Isso vai parar. Sou legal com vendedores nas lojas oferecendo de tudo e ai fazem cara feia quando vou embora sem levar nada das breguices oferecidas. Isso vai parar. Atendo o telefone independente do que eu esteja fazendo e ai quando eu ligo recebo um te ligo mais tarde que talvez dure semanas. Isso vai parar. Bom, vai parar muita coisa e eu vou parar de ser legal.

Parei. E ponto final.

Talvez isso dure um bom tempo, anos, meses ou de repente apenas algumas horas - o bonzinho sempre será bonzinho - ou melhor ainda, até a minha TPM passar. Não importa, enquanto isso digo que sou mau! Grrr.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

dúvida...


*foto: acewill


a idéia martelando na sua cabeça...
não conseguia conter seu pensamento...
a dúvida pairava no ar...
os sinais levam a um final feliz...
mas a dúvida ainda está no ar...
ele sonha com ela...
ela não imagina que ele também sonha com ela...
ele liga várias vezes no escritório...
ela nunca está no escritório...
ela passa em frente ao escritório dele todo dia...
ele não imagina que ela está pensando nele quando acorda todo o dia...
a dúvida permanece...
a dúvida é o tema desse relacionamento...
a dúvida sempre manda recado...

Saco de dúvida!

COMO vc mata suas dúvidas? xinga? destrói? manda ela pastar?

domingo, 4 de novembro de 2007

Sorria!



Sozinho? Será que hoje em dia podemos alguma vez dizer que estamos sozinhos?

Pare e pense: saiu do apartamento em direção ao elevador e lá está a casinha preta próxima ao teto e que reflete a tua cara de besta olhando pro nada - uma câmera. Bom, ai você chega no S1 onde está parado seu carro e no final perto da vaga do cara do oitavo andar está outro ícone - mais uma câmera. Chegou no escritório sozinho, tranqüilo, né? Não, não ficou sozinho não, porque todos os cruzamentos que passou até chegar do outro lado da cidade tinha uma camerazinha lá, pronta para te ver ou te multar, como preferir. No escritório acho que não merece nem contar o número de locais onde possivelmente e obrigatoriamente terá uma câmera te filmando. Engraçado seria se também tivesse a placa: "sorria! você trabalha como um condenado e está sendo filmado!"

Isso (mais uma vez) me lembra o filme do Show de Truman. Sim! Imagine quantas tomadas da nossa vida já foram feitas? Quando você acorda, dorme, chora, briga, come, beija, sorri, conversa, fala "sozinho", trabalha... A cada momento, bom ou ruim, temos uma companheira, que só não é de todas as horas porque ela ainda não está dentro do banheiro. Apesar, que se lembrarmos das varias pegadinhas que são televisionadas poderíamos chama-la de amigo inseparável. Mas ai entramos em outro ponto e isso não vem ao caso.

O elevador, para mim, é o local onde as pessoas se deixam intimidar. "Ai, vou esperar chegar em outro local para arrumar a blusa, para arrumar a calcinha, para mexer no cabelo...".

Não podemos deixar que a vida seja comandada por pessoas que estejam do outro lado da cabine, cuidando da vida alheia - não sou contra os vigilantes, mas... - devemos nos expressar livremente, não podemos agir como se vivêssemos constantemente em um reality show!

Será que essa é realmente a única forma de garantirmos a nossa segurança??
espero que não...


*foto: Cesinha - o cara que agora mora com os cangurus!

terça-feira, 30 de outubro de 2007


Ao som de Frejat, "Amor pra recomeçar", ela se desespera. A escuridão apenas esconde o que qualquer um pode ver. As lágrimas escorrem do seu rosto. Se pudesse abrir a porta do túnel escuro onde se encontrava e toda a angústia e arrependimento que lhe apertavam o peito sumisse como um pedaço de algodão doce na boca. A cada gota sua respiração abafada e soluçante se tornava mais úmida. Nada era suficiente para que tirasse o ódio imergido na secura de seus anos mal vividos. O fim foi inevitável.

Afinal, precisava de alguém que a tratasse bem, que estivesse lá por ela; que ela ligasse e ele atendesse; que ela chamasse para sair e não a deixasse esperando; que fizesse surpresas em dias normais e que em dias fora do comum também soubesse como agradá-la, que quisesse viver ao seu lado, inteiramente ao seu lado. Agora o arrependimento também crescia, acompanhado pela dúvida de que talvez não vá encontrar outro amigo, namorado, companheiro, amante, de uma única vez. Assim, como ele foi e podia ainda ser. Não, não. Não podia voltar atrás, tudo foi com um big shoot certeiro no âmago de sua existência. O rádio tocava: "acabou, boa sorte!"

Caminhando por entre os postes, que agora tentavam iluminar a sua alma há muito tempo mal iluminada e completamente sem vida, avistou um pequeno senhor sentado e dormindo nas frias pedras daquele local. Lembrou: "Eu dormi na praça, pensando nela...".

Não sabia onde estava, nem importava, apenas caminhava, caminhava no mesmo ritmo que havia começado, mas a dor que agora lhe martelava a mente se tornara muito maior. Resolveu que continuaria a caminhar até que alguma coisa interceptasse seu caminho, ou que decidisse acabar de vez com a sua insignificante presença nesse mundo. Ao fundo: "É o amor! Que mexe com a minha cabeça...”.

Num momento sem qualquer significado, aquela mulher-menina (quando falamos de amor, toda mulher se torna menina) se deu conta que estava fugindo de tudo aquilo que jurou por toda vida não fazer. Fugindo do que sua mãe havia deixado de mais puro em seu coração: o amor. Lembrou que a felicidade muitas vezes (acho que muitos concordam que sempre) prefere não ir pelo atalho, prefere seguir a trilha com obstáculos, e quando alcançada atinja seu ápice, e que simplesmente ninguém consiga controlá-la. Que o domínio seja completo e que nesse período você seja o ser em posição mais elevada, não nas nuvens, apenas acima da Terra. Cantarolou: "Você bem que podia perdoar! E só mais uma vez me aceitar...”.

Muitas vezes (e quem me conhece sabe que é verdade) fico com uma bendita música na cabeça o dia t.o.d.o. Me lembro do "Show de Truman". Ainda tenho dúvidas se nossa vida num é um filme diário. São situações tristes, alegres, cômicas, sérias, descontraídas, constrangedoras. Quantas vezes já imaginou que no pior momento virá um cara e dirá: Corta! E melhor ainda: na hora do término do namoro, na hora que reencontramos velhos amigos, na hora que acordamos... ao fundo aquela canção que te faz sorrir ou te ajuda a chorar!

Quando vamos parar e escolher a trilha sonora das nossas vidas, das ocasiões simples e marcantes!??!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Entrelinhas...

CASA: 09:35. Abro o armário. Com esse dia chuvoso o melhor é o conjunto preto, assim não me preocupo com nada. 09:39. Exceto: reunião às 10h, tele presença às 11h30, confcall às 12h15, visita do cliente Bugs às 13h00. Vejo depois o que farei no que me sobrar de tempo. 09:42. Para variar o café não está pronto. Paulo? Paulo! Porque os homens não acordam? Tenho que chegar às 10h, não vou prolongar a noite. Tô saindo com meu carro. 09:49. É, começo a acreditar que papai está certo, porque enquanto ralo o dia todo o gordinho fica passeando por ai com a Ferrari e "dá uma passadinha no escritório" quando decide. Amanhã bato um papo com ele.

RUA: 09:53. Sai da minha frente sua mula. Fecha a sua mãe, babaca. É... de repente ele ficar em casa dormindo evita que seja mais um ouvindo dez gritarem atrás.

OFFICE: 10:02. Entrei no escritório e já vi que o dia será daqueles, reunião desmarcada. Saco que precisei atender um cliente que "passava por ali". 11h24. Não se preocupe eu incluo seus apontamentos e encaminho para sua aprovação. 11:32. Mas que gatinho esse CFO da Jamaica. Volta pra Terra, volta. 11:57. Acho que concordei com o que normalmente eu discordo. Deixa pra lá. 12:05. Será que podemos perguntar para o chefe "prefere que eu desenhe?". 13:00 Burro! Quer saber? Não quero mais. Chega!

FARMÁCIA 13:15. O caminho é longo, ainda mais errando o caminho três vezes. 13:33. Tanto faz a cor meu amigo. Qualquer uma que corte. O-b-r-i-g-a-d-a.

CASA: 14h03. Ainda bem que Clarinha foi embora. Paulo? Gordinho? Também não está. Primeiro escrevo. 14:25. É melhor escrever ou é capaz de acharem que fizeram isso por mim. 14:59. (Ø)...

Carta:

Paulo,

Amo e não pude aguentar.
Espero que não traia a sua amante, como me traiu. Não era eu quem estava com você a noite passada.

Att, (att?? devo ter problema)

Foda-se!!!

Eu.


(*Eu aposto que ela estava no inferno astral, ou de repente TPM, ou uma indisposição...vai saber, ninguém entende mulher...)

sábado, 13 de outubro de 2007

Vépera de feliado



Véspera de feriado. Ela sabia que o sono era inevitável. Pensou em falar com as amigas que não estava no ritmo "de festa". Cansada. Também, com essa vida de louco, não é preciso explicação. Já tá explicado. Bom, resolveu sair. "Alô. Oi. Sim, sim. Em meia hora saio de casa. Outro!". É, resolveu ver como está a noite paulistana. Noite que qualquer ser humano e ativo, que por qualquer motivo, seja ele bom o suficiente para terem dó (ou não), irá mexer o esqueleto. Ou se atracar em alguém a noite toda, ou chegar num ponto em que não terá dono, ou simplesmente ficar junto com as amigas pulando e observando a vibe do local. Adotou a postura de observar, sim, achou que a noite não estava sorrindo para ela. Não seria aquele dia em que ficaria escolhendo com qual dançar, e que quando estivesse no banheiro seria para fazer realmente o inconveniente xixi, aquele que não dá mais para segurar, mesmo na hora da melhor música. Podia ficar tranqüila: isso não aconteceria. Não aconteceu. E ela ficou a observar. Realmente o salto estava doendo e acabando com seus dedos. Que puta sacrifício para observar. Tudo bem que não pagou nada, foi V.I.P. - mas ela não se sente uma pessoa muito importante -, mas ainda há alguns limites para ela. As amigas? Ah, pulantes e saltitantes. Arrastando asas para todo lado. Interessante ver como a mulher quando quer atrair, chamar a atenção, utiliza de todos os artifícios para conquistar o sexo oposto - ou não. Nossa, lembrou daquilo que deixou de entregar para a chefe e ao mesmo tempo quis se matar por ter lembrado daquilo que deixou de ntregar. Nessa instigante discussão percebeu que as horas passam sem lhe perguntar se ela deseja que passem. "Ah! Vocês querem ir embora? O que decidirem está ótimo! rs Grrrr!)" Por dentro só podia ser chamada de viva pelo coração que batia, por fora o sorriso estampado não deixa sinais de que o cansaço era maior que ela poderia ter imaginado. "Ainda bem que amanhã ainda é sexta DE FERIADO - pensou".

Impressionante o pensamento de que no feriado todos devemos viajar. Ou caso contrário temos que sair pra noite, curtir. Pensei em criar a campanha: "Contra viagens de feriado". Feriado? Ah, dorme que faz bem! Acho que diminuiria o número de olheiras pelo mundo. Sei lá, pra alguma coisa ia servir.

*Foto homenagem ao dia das crianças. :)