segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Eu admito.
Ok, eu admito. Eu tenho muitos defeitos. Defeitos esses que não me agradam. Mas não me agradam também muitas outras coisas. Coisas essas que me deixam triste. Triste por agirem cegamente e irracionalmente. Irracional como porcos espalhados por esse mundo. Mundo esse que tenta a cada dia e a cada momento mostrar com tapas e pontapés que não é nada fácil viver. Nunca achei que fosse fácil. Fácil queria que fossem as mudanças. Se mudar fosse fácil, o mundo seria melhor, fato. Mas fato esse que talvez, quem sabe, um dia... eu admita que o problema sou só eu.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Yes, I can!
"algumas vezes sabemos que somos capazes, mas a certeza só vem quando os fatos se concretizam..."
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Terceiro dia. Continuava viva.
Hoje foi mais um dia. Na minha contagem foi o dia 3. Mas pode ser que eu esteja fora de órbita e tenha perdido a noção de tempo. Sei que foi a terceira situação em que nada pude fazer. Ele foi direto, com ironia, mostrou que estava presente no recinto e destilou seu charme indescritível. Pouco contato visual e tom de voz tolerante. Essas foram as armas. Não as de Jorge, as dele. Sem muito pensar, consegui escapar, mas só não escapei dos efeitos das armas. A cada segundo sinto agir em minhas veias e contaminando cada metro cubico de meus vasos sanguíneos. Só os próximos dias dirão se isso é paixão.
Segundo dia. Já tinha começado.
O segundo dia é um momento de espanto e também um dia de certeza: é quando se tem a confirmação das suas dúvidas e de que seus pensamentos nao eram apenas ilusão. Foi uma conexão normal, como outra qualquer. eu com minha timidez, ele com seu ataque imperceptível, como um animal atacando sua presa e eu seria a presa da vez. Foram apenas alguns segundos de tentativa. Eu me rendi da forma como tinha de ser, como a presa que eu devia ser. O ataque foi penetrante e o veneno logo me imobilizou. Mas mesmo assim o selvagem não se deu por vencido e quando percebeu que eu ainda esboçava reação, quis mostrar outra vez o ataque do macho alfa. Deu certo. Logo percebeu que quebrou minhas pernas e eu estava mais debilitada que nunca. Ele havia me dominado. Foi a primeira vez.
Primeiro dia.
A realidade está só na ficção. Não me é certo o que se passa comigo. Ainda não tinha notado a presença, eu tinha consumido todo o ar dos meus pulmões, mas evitado inspirar outra quantidade que me fizesse respirar. Não podia permitir que eu tivesse esse prazer. Foi nesse momento que dei o prazer a meus olhos quando captaram a presença sufocante deste ser. Esse foi o primeiro dia, o primeiro contato. Não sabia que esse seria (talvez) meu último prazer.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Dias como esses.

Por duas vezes, durante os últimos dias, eu agi contra minha vontade. Não contribui para o assunto e não mostrei, que mesmo estando contra todos no local, minha opinião era diferente. Até ai tudo bem. O problema é que agora parei para pensar e vi que essa não sou eu. Não sou alguém que tem o hábito de sempre discutir ou de arrumar encrenca por qualquer coisa, mas não sou também essa pessoa que simplesmente não expõe a opinião por CANSAÇO. Sim, descobri que estou cansada e que o cansaço está me fazendo mudar. Mudar NÃO, está fazendo com que eu aja de forma diferente da que eu quero, mas não porque eu sou outra pessoa, e sim porque eu estou deixando com que essa sociedade de cabeças pequenas (e estou inclusa nesse grupo) exerçam influência sobre minhas atitudes. Um bom exemplo é esse desabafo. Talvez em outros momentos eu tivesse estruturado melhor essa descarga de palavras que estou apertando, mas agi contra e estou aqui publicando esse bloco de confusão sem saber se isso realmente terá o efeito que quero.
crédito imagem: justinaerni
sábado, 5 de setembro de 2009
Dúvida curta...

Até que ponto a arte consegue imitar a vida?
Há realmente alguma semelhança em tudo que representa a vida na arte?
Por meio da arte conseguimos representar pequenos detalhes da vida?
*imagem por shyald
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