quarta-feira, 1 de julho de 2009

Imagem x Palavra: Marley e Bruna


Imagem versus palavra. Foi esse o dilema em que eu me encontrava durante o filme Marley e Eu. O livro ainda estava fresco em minha mente e a vontade de ver tudo aquilo que tinha acabado de ler era grande.

Comecei errado, porque concordei em assistir uma versão péssima que parecia (e tenho quase certeza) que foi gravada dentro do cinema. A preguiça era grande então o mais fácil foi aceitar a opção oferecida pela minha irmã. Bom, achei que encaixou muito bem o papel da esposa para Jennifer Aniston, doce e meiga, mas o papel de John, o dono do Marley, eu não gostei. Acredito que seja pelo fato dele ser referência em filmes comédias, não tão legais...

Superada a parte do elenco – Marley foi aprovado -, eu comecei a esperar pela confusão causada pelo personagem principal. Ai que o bicho pegou. Eu sei que é necessária uma adaptação, mas vamos lá pessoal, causos deliciosos de serem lidos não foram nem citados. Situações tristes não foram bem exploradas. Enfim, me decepcionei. Não consegui nem acabar de assistir o filme.

O duelo do início do post teve um vencedor, como perceberam... Isso até poderia render um post sobre os NOVOS jornalistas, mas acho que não valerá a pena no meu momento. Fica para um dia mais cinza, mas não necessariamente triste!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

tão famoso Marley

Há cerca de um ano atrás, eu estava em dúvida de qual seria um presente bem bacana para uma grande amiga. Minha mãe veio com aquelas idéias de mãe como roupas, sabonetes diferentes, coisas que eu não gostaria de ganhar e minha amiga com certeza também não. Recebi um conselho de uma prima – que adora ler – e recentemente tinha lido um livro que fez um grande sucesso nos Estados Unidos, mas aqui ainda não era muito conhecido: Marley & Eu.

Pois bem. Comprei o livro no site da Americanas.com e lá fui eu dar o livro. Não me lembro da reação dela - se tivesse sido ruim acredito que lembraria. Também não sei se ela gostou do livro, já que até o final do ano passado ela não tinha lido. Sei disso, porque logo que ele se tornou mais conhecido nas listas semanais dos livros mais lidos e quando muitos já comentavam sobre o filme que viria por ai, fui consultá-la – ela não tinha lido.

Fui deixando de lado e não dei muita bola, até que o tão famoso filme chegou e todos os que leram o livro foram assistir o filme ou os que só viram o filme e adoraram, insistiam para que eu assistisse ou lesse, enfim, a pressão começou. Não foi uma coisa declarada, foi algo subliminar daqueles que quando você se pega sozinho está pensando no assunto, quando alguém comenta você responde “ah, estou querendo ver!” ou “estou pensando em comprar esse livro”. Sim, eu cheguei a responder isso.

O ápice da minha necessidade em saber o que tem de tão especial com esse cão e seu dono foi quando um amigo fez o comentário: “ah, eu num sou de chorar muito não, só quando eu li o livro do Marley”. Ai, eu não resisti e falei: “ainda não li esse livro, mas tenho muita vontade, dizem que é muito legal!”. Ele tinha o tão famoso livro e foi – o livro – que me fez escrever esse post.

Não sei ao certo quando começou minha vontade de ter um cachorro, pensando especialmente em quando eu for morar sozinha, mas sei que sempre quis ter um labrador de qualquer que fosse a cor dele. Sei pouco sobre animais, especialmente cachorros e suas raças, mas conheci dois labradores lindos que despertaram esse desejo. Agora “conhecendo” Marley de perto, tenho a absoluta certeza: quero um labrador!

Estou exatamente na metade do livro. Já chorei, já ri, já chorei de rir – e me senti uma besta fazendo isso, mas ao mesmo tempo adorei a sensação de estar acompanhando de perto esse ser que parece (ainda não sei que fim ele teve) ser um anjo na vida da família que o recebeu.

Vou deixar os comentários e as descrições dos momentos que mais gostei e do que exatamente foi para mim essa leitura quando eu terminar o livro. Posso adiantar até agora que não me arrependi de ler nenhuma das páginas que já li. Vou baixar o filme enquanto isso, assim assisto logo após a leitura!

terça-feira, 31 de março de 2009

carta a um desconhecido

Ai vai uma inspiração. Qualquer semelhança com a realidade - depende de qq um.

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Prezado Fulano,

Venho por meio desta destilar todo o sentimento ruim e ao mesmo tempo bom que só cresceu desde o dia em que você se foi - ruim por ter gasto os últimos meses ao teu lado e bom por ter a certeza que ficarei sem te ver por (pelo menos) toda a eternidade.

Tento todos os dias descobrir o que foi que me deixou cega e não perceber que seres inanimados como você nunca poderiam fazer alguém feliz.

Ter a certeza de que estava certa em todos os argumentos e questionamentos jogados na tua cara, me faz crescer a raiva de algum dia ter achado que era digno das minhas desculpas. - quando não é digno nem das calças que estás a vestir.

Impressionante como pude saciar minha felicidade em saber que tudo o que cuspi em cima de você, não foram apenas migalhas frente a tudo que receberá da vida - sabemos que ela se engarrega de fazer o trabalho pesado e contribui para isso.

Suas atitudes repugnantes e suas verdades asquerosas hoje em dia são capazes de evitar meus devaneios de irem ao teu encontro, e de buscar um passado que nem mesmo um museu de imbecilidades pode abrigar - se é que posso dizer que alguma coisa existiu para contar nesse passado.

Não tenho prazer em colocar em palavras todos meus sentimentos e sensações triturados, destruídos e levados como grãos de areia em dunas que aparecem e somem com um simples movimento do vento - simplesmente continuo a não deixar espaços para pessoas que passaram em minha vida e nada trouxeram, apenas passaram.

Com todo desgosto do mundo,

Desconhecida.

segunda-feira, 9 de março de 2009

joguinhos...



Em uma conversa de amigas, ouvi de uma grande pessoa a seguinte questão: ate quando as pessoas vao guardar seus sentimentos com medo de ficarem vulneráveis a outros?

As pessoas têm a terrível ideia de que devemos sempre vivenciar e fazer parte de um jogo de sedução, de que o objetivo da competição é ser o grande poderoso que detem o controle da situação.

Já pararam para experimentar algo mais saudável, aberto e verdadeiro?

*foto globalindex

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sem ação, só sentimento.

Pedro era esforçado. Não porque precisava, mas por vontade própria. Também era inteligente e dedicado, feliz por ser quem era e por todos que o rodeavam. Não hesitava em sempre ajudar a senhora do sexto andar com as compras, principalmente depois que seu marido de 89 anos partiu para o outro lado da vida. Chegou até a fazer uma festa surpresa para ela, com direito a sessenta e sete velas - sim, colocou uma por uma. Também gostava de aproveitar os finais de semana, que não precisava estudar ou trabalhar, para ir ao parque e quando podia levava junto a Amelinha, uma linda cooker do terceiro andar. Levava inclusive todos os brinquedos favoritos da cadela.

Era o filho mais novo de Joana, com vinte e sete anos e o único que ainda morava com ela no apartamento sem elevador da Vila do Canto. Pedro era um morador conhecido naquelas bandas, seu sorriso e carisma conquistavam a todos. Quase todos. Para Pedro não era a todos, já que Paulinha tinha prazer em não dar "bom dia" ou fingir que ele não existia.

Paulinha, menina doce e moleca, mesmo com os vinte e cinco anos que carregava nas costas, não mais deixava transparecer a alegria que a presença de Pedro lhe trazia. Foi assim desde que Pedro decidiu terminar o namoro, pois "eles já não tinham a mesma paixão de antes" e "não era certo ela perder outras oportunidades". Ela continuava a sentir a mesma coisa por ele, mas o orgulho falou mais alto e ela se fechou.

Os encontros na porta da vila ou os esbarrões na escada de nada adiantavam para Paulinha perceber que Pedro só queria o seu bem. Perceber também que ele se arrependeu no primeiro segundo em que despejou todas aquelas palavras, e aos poucos foi cortando, despedaçando e pisoteando cada parte do coração da garota.

Hoje era dia de folga de Pedro e Sem nenhum dos dois saber, também era de Paulinha. Os dois se encontraram na padaria, mesmo com a troca de olhares a doce menina resistiu e não sorriu ao vê-lo. Também se encontraram na escada, quando ele voltava de uma caminhada no parque e ela voltava da vendinha do bairro. Foi o momento esperado pelos dois após um ano separados.

Não precisou que palavra alguma fosse dita ou gesto algum fosse feito, se olharam por bons minutos e sabiam o que o futuro reservava. Mas ainda assim resistiram contra o sentimento forte que ali estava. Hoje em dia Paulinha dá bom dia a ele todas as segundas e deixa que ele ajude com as compras às sextas. Continuam sem trocar uma palavra ou gesto.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

janela.



A vida é engraçada. Ok, não é só isso, mas no momento é o que tenho a dizer.

Imagine que abriu as janelas de sua casa na manhã de um lindo dia de sol. Os raios não ficaram nem um pouco tímidos e invadiram todo o ambiente. Só que veio um problema com isso. Junto com os raios, uma deliciosa brisa suave resolveu entrar. Não importa que feche a persiana, que coloque alguma barreira em frente, a brisa continua a acompanhar os raios de sol.

Será que por causa da brisa você deve fechar a janela ou não se importar e só aproveitar a sensação gostosa dos dois entrando?

Foto por oforad@kazinha

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Vila do Sossego

"Que nas torturas toda carne se trai / E normalmente, comumente, fatalmente, felizmente / Displicentemente o nervo se contrai"

Quem conhece essa e outras composições de Zé Ramalho sabe o quanto o cara é bom, mas para quem não conhece, acima está um trecho da música Vila do Sossego, e que é muito boa.

A primeira parte onde diz “que nas torturas toda carne se trai” me instiga muito e sempre me faz pensar: quanto a nossa carne resiste?

Quando digo resistir não falo apenas em tentações, mas também em confiança, dedicação e respeito, assim como amigos que traem um ao outro, casais que se perdem em diferentes rumos e pessoas que se dedicam ao lado negro da vida (não busque muita explicação para isso, e não explicarei para que não fique muito longo).

Penso sobre as pessoas que podemos (e terei a liberdade de) chamá-las de fracas que no momento crucial dão um passo para trás, deixam o medo, a insegurança e a indecisão tomar conta e se entregam aos sentimentos covardes. E como Zé continua: “E normalmente, comumente, fatalmente, felizmente / Displicentemente o nervo se contrai".

Muito provável que um dia certamente as situações que deveriam estar na página virada retornam para o futuro próximo e isso por muitas e muitas vezes. Creio eu que é essa a hora que algumas delas resolvem enfrentar e percebem ali sua força, sua capacidade de enfrentar situações que até então evitava.

Vivo cada dia com a certeza de que, em cada página da minha vida, terei condições plenas de enfrentar o momento por mais difícil que possa parecer – isso não significa uma vida sem sofrimentos, sem dificuldades e sim, mais força após a tormenta.