quarta-feira, 12 de novembro de 2008

"O que faz você feliz?"

"O que faz você feliz?" Isso lembra a campanha publicitária do supermercado Pão de açucar, né?
As vezes me pego pensando nisso. O que me faz feliz? São tantas coisas, grandes ou pequenas, mas que nos trazem sensações gostosas que tiram a nuvem negra de cima de nossas cabeças e ai surge aquele sol!
Gosto das mais bobas, mas que podem acontecer sem percebermos. Chupar um sorvete, comer um lanche depois da balada, sair com amigos, rir muito, falar com um velho amigo, ouvir a música que adora, lembrar de momentos gostosos com o namorado que você não vê todo dia, almoçar num lugar diferente, falar bobeira a noite toda. São tantas as coisas que eu posso ficar o dia todo aqui. Quer dizer não posso, mas gostaria.
Sei que podemos encontrar felicidade em pequenas coisas, mas a vida e o rumo que ela toma nos faz esquecer disso. Como aqueles textos de auto-ajuda "busque o que te faz feliz e a felicidade estará sempre ao seu redor!" To começando a ver que isso é verdade! rs

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Mais de um ano de vida!

Hoje me dei conta de que faz mais de um ano que criei esse blog! Iupiii!

Por isso, me dei de presente (hehe) uma postagem antiga.
Um texto que gosto muito! :)

Espero que gostem!

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Ao som de Frejat, "Amor pra recomeçar", ela se desespera. A escuridão apenas esconde o que qualquer um pode ver. As lágrimas escorrem do seu rosto. Se pudesse abrir a porta do túnel escuro onde se encontrava e toda a angústia e arrependimento que lhe apertavam o peito sumisse como um pedaço de algodão doce na boca. A cada gota sua respiração abafada e soluçante se tornava mais úmida. Nada era suficiente para que tirasse o ódio imergido na secura de seus anos mal vividos. O fim foi inevitável.

Afinal, precisava de alguém que a tratasse bem, que estivesse lá por ela; que ela ligasse e ele atendesse; que ela chamasse para sair e não a deixasse esperando; que fizesse surpresas em dias normais e que em dias fora do comum também soubesse como agradá-la, que quisesse viver ao seu lado, inteiramente ao seu lado. Agora o arrependimento também crescia, acompanhado pela dúvida de que talvez não vá encontrar outro amigo, namorado, companheiro, amante, de uma única vez. Assim, como ele foi e podia ainda ser. Não, não. Não podia voltar atrás, tudo foi com um big shoot certeiro no âmago de sua existência. O rádio tocava: "acabou, boa sorte!"

Caminhando por entre os postes, que agora tentavam iluminar a sua alma há muito tempo mal iluminada e completamente sem vida, avistou um pequeno senhor sentado e dormindo nas frias pedras daquele local. Lembrou: "Eu dormi na praça, pensando nela...".

Não sabia onde estava, nem importava, apenas caminhava, caminhava no mesmo ritmo que havia começado, mas a dor que agora lhe martelava a mente se tornara muito maior. Resolveu que continuaria a caminhar até que alguma coisa interceptasse seu caminho, ou que decidisse acabar de vez com a sua insignificante presença nesse mundo. Ao fundo: "É o amor! Que mexe com a minha cabeça...”.

Num momento sem qualquer significado, aquela mulher-menina (quando falamos de amor, toda mulher se torna menina) se deu conta que estava fugindo de tudo aquilo que jurou por toda vida não fazer. Fugindo do que sua mãe havia deixado de mais puro em seu coração: o amor. Lembrou que a felicidade muitas vezes (acho que muitos concordam que sempre) prefere não ir pelo atalho, prefere seguir a trilha com obstáculos, e quando alcançada atinja seu ápice, e que simplesmente ninguém consiga controlá-la. Que o domínio seja completo e que nesse período você seja o ser em posição mais elevada, não nas nuvens, apenas acima da Terra. Cantarolou: "Você bem que podia perdoar! E só mais uma vez me aceitar...”.

Muitas vezes (e quem me conhece sabe que é verdade) fico com uma bendita música na cabeça o dia t.o.d.o. Me lembro do "Show de Truman". Ainda tenho dúvidas se nossa vida num é um filme diário. São situações tristes, alegres, cômicas, sérias, descontraídas, constrangedoras. Quantas vezes já imaginou que no pior momento virá um cara e dirá: Corta! E melhor ainda: na hora do término do namoro, na hora que reencontramos velhos amigos, na hora que acordamos... ao fundo aquela canção que te faz sorrir ou te ajuda a chorar!

Quando vamos parar e escolher a trilha sonora das nossas vidas, das ocasiões simples e marcantes!??!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Faz falta...

Já sentiu falta do que ainda vc tem?
Já sentiu falta de coisas que gosta muito?
Já sentiu falta do que te faz bem?
Já sentiu falta do que está ao seu lado?
Como pode algo fazer falta se você ainda tem o que ainda não te faz falta?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

tarde.

Ia começar dizendo que eu não queria me arrepender das coisas que faço, mas isso é mentira! Das graaandes.
Eu preciso entender o porquê de fazer, já que se eu pensasse antes não me arrependeria depois. Simples, né? Antes fosse.
A tristeza que me bate não tem explicação. Não tem cabimento. Não tem palavras.
É me sentindo triste que sei o quanto isso me fez mal. E muito.
E eu não fui a única ferida.
O pior é que nem sempre temos tempo de arrumar o que foi feito.
Fica tarde.
Que horas são?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ele...

Ele acorda cedo todo dia. Não por prazer, mas encontra prazer nisso. Ele sabe que o dia pode ser bom, seus dias sempre são. Termina de se arrumar, sem esquecer o perfume. Essência que marca pelo olhar. Marcou já tantas, mas agora é ele que está marcado.

Caminha até o carro, nela que ele pensa. A cada troca de estação no rádio uma olhadela no espelho, ele sabe que chama a atenção.

O curto caminho até o elevador parece eterno pelo simples fato do grande número de olhares que ele consegue atrair. Isso só faz com que ele pense mais na pequena. Ele continua com a certeza de que chama a atenção.

A dúvida que continua a cutucar de tempos e tempos sua cabeça, que o faz levar suas mãos repetidamente aos cabelos, parece que vai continuar - ela não ligou.

Ele sabe que isso vai ter um desfecho, só quer saber se será bom. O que o destino reservou? rs. Nunca se sabe.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

saudade

engracado sentir saudade.
Saudade eh algo que doi, mas tipo uma dor que nao se sabe de onde vem. pelo menos eu nao consigo dizer que venha realmente do coracao, pq quem nao para de pensar naquilo que sente eh a cabeca.
tah parece complicado, talvez seja por isso que em outras linguas nao conseguimos explicar o que realemnte eh saudade.
eu agora sinto mta saudade. de coisas e pessoas. sim, mais de pessoas.
pessoas que vejo quase todos os dias. ou que vemos as vezes.
bem, eu sinto saudade agora e eh uma saudade boa, pq sei que vai acabar.
o que pode ser ruim eh que nao sei o que terei que viver ateh lah para que isso acabe. Digo ficar triste ou ficar feliz, ou mais ou menos!!
Ah nao eh facil, agora vejo que soh sabemos o real valor de cada um quando estamos longe!
Bom, hj me bateu a saudade aqui bem longe de todo mundo que eu conheco. E por isso resolvi.
Nao tem mta logica, mas acho que a saudade eh por ai.
Nao tente arrumar uma explicacao, pq nao tem, simplesmente nao tem.

eu to com mta saudade...


(nao tem acentos ou cedilhas aqui nos eua...)

segunda-feira, 3 de março de 2008

Dói incomoda e demora..

Eu tenho um sério problema para aceitar tuudo o que as mulheres precisam passar para continuar firme e forte no mundo. Ah! Tudo dói, demora, incomoda, não passa despercebido. É! Pensa comigo: Cólica menstrual - dói; usar absorvente - incomoda; carregar e ter um filho - dói, incomoda e demora; arrumar o cabelo - demora; maquiagem - demora; sobrancelha - dói para tirar, e se não tirar não passa despercebido. Esse último é um dos meus grandes problemas, pois sigo minha vida na boa, mas sempre tem alguém que precisa falar: "ah, tá na hora de tirar, hein?". Sem comentários.

Ai, passeando no Sem dúvida - um ótimo blog sobre tudo, gostoso de ler - gostei mto desse texto da sobrancelha e achei legal colocar aqui.

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Há uns quatro meses comecei a reparar se as pessoas tiravam a sobrancelha ou não. Isso tem acabado com a minha tranqüilidade a ponto de comparar as pessoas em níveis de Penélope Cruz. Muito Penélope Cruz, só um pouco, era Penélope Cruz mas já cresceu, tá entre Juliana Paes e Malu Mader, não, tá meio Malu Mader na adolescência. Algo como seria uma irmã do Toni Ramos se eu soubesse que ele tem irmã e que a mãe levou pro cabeleireiro em tempo.

Eu simplesmente me tornei uma obcecada pelo assunto desde que a Simone me perguntou: “Fê, por que você não tira a sua sobrancelha? Só um pouco, ia ficar melhor”.

Vocês não tem a idéia de como uma informação como “ficar melhor em qualquer coisa” mexa comigo. Acabou todo o resto do mundo, política cambial, taxa de lixo, assalto do step do meu carro, o importante agora é melhorar, mesmo que qualquer pouco em qualquer coisa. Tirar um pêlo já seria me aproximar do que uma outra pessoa chamou, num momento de lucidez ou não, de melhor.

Comecei a andar na rua e olhar a sobrancelha das pessoas e pensar em como eu me atrasei em não pensar nisso. Que covardia, que medo de sofrer, que apego à feiúra. Um dia na praia eu vi uma outra mulher com a sobrancelha sem aparo. Comecei a pensar na cara de pena das pessoas olhando pra ela e como o olhar da Simone que antes tava na minha xícara de café se hipnotizou pelo meu rosto menos bonito. Deve crescer bicho.

Decidi tirar. E isso foi no meio do metrô de Buenos Aires quando não tirava os olhos de uma mulher. Às vezes faço um exercício estúpido pra passar o tempo no metrô de São Paulo e é com muita timidez que assumo aqui. Fico olhando pra todas as pessoas, uma por uma e pensando: “Bom, daquela ali, se eu pudesse escolher uma coisa pra ter seria....hmmm, o sapato? Não, brega. A bolsa? Não, velha. Ah, queria ter o ombro parecido”. Vê se pode, mas gente, respeitem, eu sou assim. Mais vale eu que assumo, sei lá, mentalizem algo positivo a meu respeito que essa coisa ruim será compensada.

Mas então, nessa mulher eu não achava coisa alguma que fosse bonita. Aff, que mulher feia, velha, brega. Até que olhei, olhei, olhei e não, não achei que o encanto fosse a sobrancelha. Mas pensei “cara, até essa puta mulher feia tira, por que eu não?”

Preconceituoso? Sim. Sujo? Sim. Agora eu já falei. Tem perdão? Tomara. Mas tive até raiva dela.

Voltei pra São Paulo e fui correndo tirar. A mulher do cabeleireiro ainda brigava comigo “mas pára de tirar tanto, vai ficar esquisita”. Aquilo me irritava porque não sei como ela poderia pensar diferente do mundo todo. Eu fui até outro país conferir, confia, saco. Menos pêlo, mais bonita, mais bonita, nada parecido com esquisita.

E quer saber? Tirei e ninguém que eu não tenha avisado reparou. Acho que vou voltar de metrô amanhã do trabalho pra ver se repercute. Que ressaca moral, não agüento mais dar close nos pêlos da cara dos outros.

O caso é tão sério que entrei no word e pensei “vou escrever um texto sobre como conseguimos prender nossa atenção numa coisa só do nada e isso não sai da cabeça da gente. Na seqüência darei alguns exemplos”.

Só dei um.